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sábado, 24 de novembro de 2018

Reflexões para a Sabedoria 4


      Não se prenda a nada que com o tempo venha a te destruir.

Somos prisioneiros e cultivadores de nossa destruição, o homem moderno desta Era é o que se encontra mais distante historicamente de se libertar e conhecer a Verdade Absoluta em relação a si mesmo, Deus e ao Todo.
Afinal de contas, temos nossa liberdade cerceada pela programação de falsos valores e verdades.
Como podemos saber quem somos se estão sempre nos dizendo como devemos ser?
Poucos desejam se conhecer e expandir-se além do que se tornaram, afinal, isto dá trabalho. Assim nos conformamos no sofá junto a TV vivenciando a vida passar, desta forma realizamos este mundo em que vivemos, através desta falta de expectativa devido a cegueira que se abate perante todos homens que acreditam ser livres dentro de suas celas prisionais do ódio, raiva, rancor, violência, preconceito, vingança, vícios, hábitos, desejos, dívidas, bancos, casa, carro, celular....Este homem moderno cava sua morte emocional, financeira, social, pois assim foi programado, consumir para saciar seus desejos e frustações de sua imagem perante os outros, até porque, a moderna falta de consciência nos ensinou que “IMAGEM É TUDO L”.
Sermos esta verdade não é mais necessário, temos o marketing L
Consumimos nossas vidas e tempo com emoções destrutivas que nos dominam, como o ódio, raiva, vingança, venenos que muitos desejam aos seus adversários de desafeto, porém, quem toma este veneno e se destrói, é VOCÊ que assim o deseja, que o produz, que o alimenta, envenenando a sua mente, sentimentos, bioquímica, desejos, seu espírito.
Pare de se envenenar, acorde deste pesadelo karmico inevitável em seu resultado.
Nossos desejos nos possuem.

Este homem moderno naturalmente sem consciência, possui seus valores atrelados ao que você possui materialmente falando. O que você é, é o resultado do quanto você tem no banco ou no bolso, não importa também se você é um cavaleiro ou um patife, a origem do dinheiro não importa, se é alcançada através de corrupção ou crime, afinal o que importa é o gozo dos sentidos, o poder econômico deste mundo louco e sem sentido que vivemos, esta falta de sentido na vida, é o resultado de nos encontramos perdidos.
Hoje você compra uma casa financiada, se endivida no banco e se torna prisioneiro de uma dívida que lhe vai consumir, aflorar o seu medo, afinal você pode perder o emprego, ficar doente, o que será de minha família, da minha vida se eu perder o pouco de poder material que alcancei? Ao se deparar com esta questão muitos caminham no karma de assaltos, crimes, tráfico, corrupção...
Você se tornou prisioneiro de seus bens e de seu Status Quo, cego na ilusão de um domínio que não possui.
Fazer o certo, normalmente é o mais difícil a ser realizado.
Este satori é muito importante, muito discípulos conhecem as implicações e importância deste verso para a Iluminação, ele se inicia com uma questão base, o que é “fazer o certo”?
O certo se existir é o caminhar pelo Dharma, sendo um exemplo de harmonia, companheirismo, altruísmo, humildade, gentileza, alegria, integridade, amor...
Valores este que o homem moderno diz possuir, o que vemos na prática de nosso dia-a-dia não ser a verdade real. Quando estendermos as mãos como Gandhi em sua caminhada de paz, sobre o voto de ahimsa, não-violência, poderemos assim parar de nos agredir uns aos outros.
Não se prenda aos desejos que tornaram sua vida um pesadelo para mantê-lo.
Muitos se perguntaram, mais como me libertar?
Um dos meus primeiros gurus dentro do sanatana-dharma foi Sri Somaka Maharaj que sempre me falava sobre o pensamento que se tornou livro: “Vida Simples, pensamento elevado”.
Foi através desta máxima vaisinava que fora ensinada por Srila Prabhupada (fundador do movimento Hare Krsna) desvenda um dos caminhos. Pensem nisso, pois será o próximo satori em busca de sabedoria.
Minhas mais humildes reverência ao meu querido Sri Gurudeva Somaka Maharaj Swami ki.....

Atenciosamente, deste simples servo do caminho.
Acarya Mahasurya Pandit Swami

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Śrī Sarasvatī Devī - Satsang à Senhora da Harmonia e do Conhecimento ॐ

Todas as Glórias à śrīla Guru Mahārāj Ācārya Mahāsūrya Paṇḍita Svāmī!
Todas as Glórias à śrī Mahādeva!
Todas as Glórias à śrī Bhagavan!
Todas as Glórias à śrī Śakti Devī!
Todas as Glórias à śrī śrī Sarasvatī Devī!

Śrī Sarasvatī Devī.

Śrī Sarasvatī (श्रीसरस्वती) é a deusa hindu do conhecimento e da sabedoria, das artes e da música, do ensino e do aprendizado. Consorte de śrī Brahmā, é sua contraparte feminina, a śakti (potência energética) da criação do Universo. Juntamente com śrī Lakṣmī (contraparte de śrī Viṣṇu) e śrī Pārvatī (consorte de śrī Śiva), forma a Tridevī – versão feminina da Trimūrti, a Trindade Suprema do panteão hindu.

Sendo, então, uma das Grandes Mães do hinduísmo, personifica as leis que regem o Universo e sua sublime harmonia, cuja ausência, tanto no micro quanto no macrocosmos, é identificada com o desequilíbrio e a instabilidade.

Seu nome, em sânscrito, é composto por “sāra” (essência) + “sva” (do ser), e significa “aquela que conduz ao autoconhecimento”, a mais elevada das metas.

Ainda dentro da etimologia, a Senhora Sarasvatī também está ligada ao termo surasa-vati, “aquela abundante em água, que flui”, e dá nome a um importante rio no vale do Indo, hoje extinto. Remete ao conhecimento, que também flui do guru ao sādhaka, e que não pertence à ninguém, mas sim a todos que nele se banham. Igualmente como a água purifica, o conhecimento também o faz. Assim, ao banhar-se nas águas do conhecimento, a ignorância é removida.

Sentada sobre um lótus branco e vestida num sārī da mesma cor, representa a pureza de uma mente estabelecida no modo da bondade (sattvaguṇa), indispensável condição para que o conhecimento se desenvolva em sabedoria dhármica.

Em suas mãos, carrega os Vedas, representando todo o conhecimento, uma japamālā, que remete ao processo devocional (bhakti), e uma vīṇā, instrumento cujo domínio demanda grande disciplina e dedicação, como no processo de iluminação. O ganso (hāṃsa), é sua montaria e representa viveka, a virtude de discernir entre o que é eterno e puro e o que é impermanente e ilusório. Mayūra, o pavão, representa a beleza divina das artes e, pelo fato de śrī Sarasvatī não estar montada no mesmo, representa também a transcendência do ego.

Śrī Sarasvatī é Senhora do Discurso (Vāgdevī), é a fonte da língua sânscrita, de toda a música e dos mantras. Através destes, preencheu o Universo com prāṇa (a energia vital), viabilizando a organização e o refinamento da criação, tornando-se a sabedoria de seu companheiro cósmico. Assim, ao passo de que a criação de śrī Brahmā dá origem a diamantes brutos, Ela é a responsável por lapidar estas centelhas divinas obscurecidas pelo véu de māyā (a ilusão que permeia este plano material), através da Luz Divina do Conhecimento.

Invocações mântricas 


श्रीसरस्वती श्लोक​
Śrī Sarasvatī śloka – verso para a boa absorção do conhecimento, deve ser recitado antes do início dos estudos

सरस्वति नमस्तुभ्यम्
वरदे कामरूपिणि ।
विद्यारम्भम् करिष्यामि
सिद्धिर्भवतु मे सदा ॥

sarasvati namastubhyam
varade kāmarūpiṇi ।
vidyārambham kariṣyāmi
siddhirbhavatu me sadā ॥

Reverências à śrī Sarasvatī,
Ó, concessora das bênçãos, Aquela que realiza os desejos।
Estou iniciando meus estudos,
Que eu alcance a realização, sempre ॥

गायत्री 
gāyatrī – métrica védica de 24 sílabas, usualmente utilizada na invocação das Deidades

ॐ सरस्वत्यै विद्महे
ब्रह्मपुत्रियै धीमहि ।
तन्नो देवीप्रचोदयात् ॥

oṃ sarasvatyai vidmahe
brahmaputriyai dhīmahi ।
tanno devī pracodayāt ॥

Contemplamos Àquela que nos conduz à essência do autoconhecimento
Meditamos nA consorte de śrī Brahmā ।
Reverenciamo-nos à Deusa, para que nos ilumine com sabedoria ॥

बीजमन्त्र 
bījamantra – contém a sílaba mística raiz da Deidade, para ser repetido 108 vezes na contagem da japamālā

ॐ श्रीं ह्रीं सरस्वत्यै नमः

oṃ śrīm hrīm sarasvatayai namaḥ

Reverencio-me Àquela que nos guia para a essência do autoconhecimento.

Sobre os bījas:
-     - śrīm: sílaba de força lunar, que remete ao amor e devoção, à beleza, à fé e à rendição. Promove o desenvolvimento positivo junto ao Esplendor Divino;
-     - hrīm: de força solar, remete ao prāṇa e à luz, ao dharma, ao foco, à energia e à motivação. Promove a elevação do processo devocional ao nível puro e pleno do coração e controla as ilusões do ego.

Nosso Satsang com Ayahuasca à śrī Sarasvatī Devī acontece no próximo sábado, dia 15/10, no Templo Polimata em Mairiporã, a partir das 19h.

Siga a programação no evento do Facebook.
Ingressos antecipados no site da Ordem Polimata.

Śrī Brahmā e śrī Sarasvatī.

Todas as Glórias à śrī Sarasvatī Devī!

Ki, Jai!

ॐ